Casa da Feitoria, ou Casa do Imigrante

casa da feitoria, ou casa do imigrante.

Faz parte dos bens do museu a histórica Casa da Feitoria Velha, a Feitoria do Linho –Cânhamo, criada em 1788 pelo governo português. em 1824 ela foi desativada por D. pedro I e por sua ordem lá foram albergados os primeiros imigrantes alemães. Em 1941 a Feitoria foi comprada pela prefeitura e restaurada. Nela foi colocada uma escola primária, a Escola Estadual Dr. João Daniel Hillebrandt que lá ficou por 35 anos. A Casa reclamava novamente restauração que a prefeitura fez. mas pelo valor histórico dela, a municipalidade entendeu passá-la para o museu já que ela é o começo da história leopoldense. Após as melhorias, o Museu fez salas temáticas com muito acervo que hoje lá está e fala de nossa história. De modo resumido, esta foi e é a vida do museu. Mas...como se diz "a vida continua". E a diretoria faz muita ginástica para manter o que existe e  voluntários que estejam dispostos a ajudar serão sempre muito bem vindos !

 


SOBRE A RESTAURAÇÃO DA CASA DO IMIGRANTE

 

“A Casa da Feitoria é o umbigo de São Leopoldo porque é ali onde a cidade nasceu”

(Telmo Lauro Müller, Memórias)

A Casa da Feitoria Velha ou Casa do Imigrante representa dois importantes momentos da história de São Leopoldo e do Rio Grande do Sul. A partir de 1788, serviu de sede da Real Feitoria do Linho Cânhamo, fazenda imperial administrada por portugueses, onde a mão-de-obra escravizada produzia a fibra do linho cânhamo, fabricando cordas e velas para os navios. Foi desativada em março de 1824 e no mês de julho desse mesmo ano, abrigou os primeiros imigrantes germânicos, contratados pelo governo brasileiro. Deste núcleo nasceu a Colônia Alemã de São Leopoldo, por esta razão, São Leopoldo recebeu o título nacional de “Berço da Imigração Alemã” conforme Lei 12.394 de 04 de março de 2011.

Depois de passar por vários proprietários (colonos, Igrejas Luterana, Católica e Prefeitura Municipal) e funcionar como escola, em 1980 a casa passou para o acervo do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo (MHVSL), por decreto do prefeito Olímpio Sérgio da Costa Albrecht. Devido a sua importância, o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado - IPHAE tombou a Casa da Feitoria, em 1982. O MHVSL é uma instituição civil de caráter privado com finalidade pública, sem fins lucrativos, que depende da participação e doações de pessoas físicas e jurídicas para sua manutenção.

 

Histórico das reformas e restaurações da Casa do Imigrante:

Em 1941, o Município realizou a 1ª intervenção com a germanização do prédio português.

Em 1998/1999 – 175 anos da imigração alemã no RS – o prédio recebeu novas intervenções e novo acervo. Foi então que ocorreu a reconstituição de vários ambientes: sala de costura, cozinha, dormitório, sala do fotógrafo e venda colonial.

Em 2010/2011 – ocorreu o último restauro, de maior porte, do telhado e reparos em geral.

A Casa foi reaberta em 25/05/2011 e em 24/05/2014 novamente foi necessário suspender as visitações devido ao péssimo estado do telhado. Sendo que desta vez o MHVSL teve que recolher praticamente todo o acervo. Ressaltamos que este telhado sempre precisou de reparos frequentes e cada vez foi tornando-se mais difícil a fixação das telhas, devido, em grande parte, ao trânsito de veículos pesados na Av. Feitoria.

A Casa do Imigrante e o MHVSL são espaços de salvaguarda que preservam e divulgam a memória não só dos germânicos, mas de todas as outras etnias que compõem a nossa comunidade. É um símbolo histórico não só do Bairro Feitoria e de São Leopoldo, mas também do Vale dos Sinos, do Rio Grande do Sul e do Brasil.

 

Atual estágio do Projeto de Restauro

Em 2014, o projeto para restauro do telhado da Casa foi delegado, pelo MHVSL, à produtora Um Cultural. A arquiteta Hannelore Tessmer ficou responsável pelos levantamentos e elaboração dos projetos arquitetônicos. E a empresa Arquium Arquitetura e Restauro pela execução do restauro.

No início do mês de junho de 2017, foi aprovado o Projeto para captação, no mecanismo Pró-Cultura da Lei 13.490/2010. O valor a ser captado foi de R$ 733.214,35, o qual pode ser provido por empresas que contribuem com ICMS, através de incentivo fiscal, o qual garante ao patrocinador o abatimento de 100% no ICMS (conforme tabela da LIC). Há uma contrapartida de 5% para o Fundo de Amparo à Cultura.

O Projeto também foi aprovado pelo Ministério da Cultura, enquadrado no Artigo 18 da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Rouanet, que garante o abatimento de 100% do Imposto de Renda, no limite de 4% para pessoas jurídicas e de 6% para pessoas físicas. O valor a aprovado através deste mecanismo foi de R$ 128.700,80.

Nos próximos dias o MHVSL estará realizando uma reunião, com representantes da sociedade civil e órgãos públicos, para organizar um grande evento de divulgação do Projeto, na Casa do Imigrante, o qual tem por objetivo sensibilizar a comunidade e estimular pessoas físicas e jurídicas a colaborarem com o restauro, assim como a futura manutenção da Casa.

 

Saiba como ajudar:

Empresas e pessoas interessadas em contribuir podem entrar em contato com o Museu Histórico Visconde de São Leopoldo através dos telefones 3592-4557, 3592-3984 ou 98115-0211, ou ainda pelo e-mail museuhistoricosl@museuhistoricosl.com.br.

 

Conheça a casa da feitoria nos dias de hoje, e como ela era no passado:

 

vista do hall de entrada. hall de entrada com vista para o salão de exposição. 1º piso: salão de exposição em vitrines, ao alto, bandeiras de antigos clubes de bolão, cantores e atiradores. 1º piso: salão de exposição em vitrines. 1º piso: salão de exposição em vitrines e algumas peças grandes fixas na parede. foto do 2º piso com vista para o hall de entrada. no hall, destaque para a liteira ou 'cadeira de arruar', isto é, ir na missa, fazer uma visita etc, usada pela viscondessa de são leopoldo. 2º piso: exposição de peças de uso caseiro e bandeiras de antigos clubes, a mesa oval foi da câmara de vereadores de são leopoldo, hoje é local de trabalho dos pesquisadores. ao fundo: parte da biblioteca (8.000 volumes específicos). 2º piso: biblioteca particular do escritor leopoldense clodomir viana moog, foi doada pelos filhos em 26.04.1997, possui mais de 5.000 volumes. 2º piso: esta sala era usada para exposição de peças. pelo aumento dos livros do arquivo, foi fechada e serve de arquivo. guarda livros da antiga são leopoldo de 1800, mapas de são leopoldo e do vale do sinos, quadros e fotografias por falta de espaço no salão de exposição. 1º piso: nosso museu é o único que tem uma sala de aula para atender bem os alunos com visitas marcadas. em 2000 vieram 4.567 alunos de 18 municípios do rg sul, total de 159 séries, de são leopoldo 60 séries, de porto alegre 28 séries, de novo hamburgo 15 séries, de campo bom 13 séries, houveram também visitas de outros municípios com menos séries.

Passeie pelo interior da casa: